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Lisboa Reflex

Lisboa em imagens e palavras, entre outras obsessões

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Lisboa Reflex

15
Jun18

O meu pai, eu e o futebol

Hoje é dia de ter ainda mais saudades do meu pai. Pode parecer uma perfeita idiotice, mas não poder partilhar os bons e os maus momentos do Benfica ou da Selecção Nacional com o meu pai é das privações que mais me angustiam desde a sua morte.

Passámos muitos momentos de qualidade nas mais diversas situações, mas aqueles em que João Pinto provoca a reviravolta em Alvalade no jogo dos 6-3, o golo de Figo contra a Inglaterra reduzindo para 1-2 e iniciando assim a recuperação ou ainda o hat-trick de Sérgio Conceição contra a Alemanha, esses momentos foram só nossos, na nossa cumplicidade, do sofrimento, da alegria, das derrotas e das vitórias que eram apenas nossas e que nos tocavam de igual modo, trazendo um nó à garganta quando o hino ressoava num estádio distante da Holanda, da Suíça ou de França.

O futebol não é importante, dizem. Talvez… dependerá da utilidade que cada um lhe quiser dar e da capacidade que cada um tiver para relativizar os assuntos. Por mim, as memórias futebolísticas que partilhei com o meu pai são o que de mais importante sobra do futebol. Tem que ser. Caso contrário, ficar-me-ia sempre o vazio de um não abraço ou de um não telefonema para comentar uma vitória ou um golo de bicicleta do outro mundo. E ninguém aguenta vazios a toda a hora.

Força, Portugal!

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