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Lisboa Reflex

Lisboa em imagens e palavras, entre outras obsessões

Lisboa em imagens e palavras, entre outras obsessões

Lisboa Reflex

22
Jun18

As Gruas de Lisboa

As gruas de Lisboa

 Um dos preços a pagar pelo aumento da actividade económica e da ebulição imobiliária que caracteriza Lisboa nos últimos tempos é o exarcebado atropelo à paisagem urbana, seja qual for o ponto de vista, pela proliferação de gruas que parecem transformar a cidade numa espécie de berçário para coisas feias, potencialmente inestéticas, feitas de metal.

Esta foto, tirada no passado fim de semana, ensinou-me duas coisas:

- Para mim, as gruas estão a ficar naturalmente aceites na paisagem lisboeta, pois nem reparei nestas enquanto fotografava, o que também pode significar que o meu olho fotográfico ainda precisa de muito treino

- É possível - embora seja discutível o interesse - fazer uma integração o mais fotogénica possível das gruas na paisagem urbana de Lisboa. Pelo menos, julgando pelo perfilar acidental capturado nesta imagem.

Entretanto, de forma a dar um ar muito mais criativo à imagem destas estruturas metálicas, a CML poderia muito bem criar um incentivo para iluminar  as gruas com leds durante a noite, criando assim mais um apelativo evento de interesse turístico. Já que não se pode fotografar a Torre Eiffel quando está iluminada, fotografavam-se as gruas de Lisboa. Era espectacular chegar ao miradouro da Graça e ver dezenas de estruturas em L invertido, todas iluminadas - acesas talvez seja mais correcto - criativamente, desde as Amoreiras até ao Terreiro do Paço, a fazerem concorrência ao próprio Cristo Rei. Fica a ideia...

Nota: Comecei por escrever este texto numa perspectiva irónica, mas depois fiquei a pensar...

14
Jun18

Edição com Color Balance no Photoshop

Com o intuito de ganhar experiência na ferramenta Color Balance do Photoshop, fotografei um pequeno recanto de minha casa que sabia à priori não ter as condições de luz ideais para fotografar.

O resultado foi este:

DSC_8988-1.jpg

 

Tirando as manchas no telefone, provocadas pela limpeza prévia indispensável com os toalhetes húmidos apropriados, a foto nem ficou tão má quanto eu temia. Contudo, o canto superior do tampo do móvel ficou à vista devido a um erro grosseiro de enquadramento e as cores estão demasiado frias, não contribuindo para a sensação de acolhimento que, eventualmente, se pretenderá numa foto deste género.

Com a edição em Photoshop reconstrui aquele canto ao tampo do móvel, optimizei o contraste nas cores primária através da ferramenta Curves e, utilizando o Color Balance, alterei o ambiente da foto. Finalmente, desenhei a vinheta para escurecer as margens de acordo com a foto.

Eis o resultado final, muito mais inspirador, e que demonstra bem o que simples toques de edição podem fazer por uma imagem:

DSC_8988-2.jpg

 

13
Jun18

Fotografia - Editar ou não editar

Embora seja boa prática tentar obter o melhor resultado possível no acto de fotografar, muitas vezes tal não é viável devido a constrangimentos técnicos - lente fixa inadequada, impossibilidade física de bom posicionamento, má qualidade da luz, entre outros - ou apenas por más opções ou outros constragimentos na hora do disparo. É nestes casos que a edição tem uma palavra a dizer. Eu edito sempre as minhas fotografias, até porque fotografo em formato RAW e este formato não tem como objectivo oferecer uma boa fotografia de raiz, uma vez que a principal função do formato RAW é precisamente recolher o maior número de informação em bruto para poder, á posteriori, ser trabalhada.

Este tipo de edição implica o balanço de cores e luminosidade, correcção de distorção e aberrações cromáticas das lentes e, muitas vezes, o reenquadramento (cropping) e nivelamento da linha do horizonte, sempre que se justifique.

Para exemplificar, junto duas versões da mesma foto: a primeira, o original em bruto convertido do RAW, sem qualquer edição. A segunda, uma versão editada e convertida em preto e branco da mesma fotografia. Embora este seja um caso extremo, serve de exemplo para o que é possível e recomendável fazer sempre que esteja em causa a melhoria de qualquer captura de imagem.

Foto original, sem edição e conforme captada em RAW

Foto original, sem edição e conforme captada em RAW 

 

A mesma foto após edição

A mesma foto após edição

 

12
Jun18

O limite é a falta de luz

Vulto a sair do Metro

 

Como em todas as artes, também na fotografia existem aqueles que consideram fotografia tudo o que acontece dentro de uns determinados limites estéticos, enquanto que outros consideram que tudo é plausível de se considerar arte desde que o autor o tenha produzido enquanto tal, como forma de uma interpretação ou exposição estética, independentemente do seu grau de inteligibilidade para quem observa a obra.

Por mim, em relação à fotografia, considero que desde que haja luz suficiente para captar uma imagem, temos arte. Contudo, admito que nem todas as opções estéticas daí vindas possam ser interessantes e reconheço a subjectividade do que é ou não é considerado interessante, consoante o observador, o estado de espírito ou a época. É essa maravilhosa subjectividade que nos permite encontrar o belo em tantas formas diferentes de expressão. E, depois, sempre existirão erros felizes que, mais a uns que a outros, mais nuns que noutros, se transformam ora em belo, ora em estranhos monstros. E a única luz de Lisboa faz parte deste todo subjectivo, tornando-o ainda mais irresistivel.

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